quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

primeira carta.

Diz-me se sentir é estar distraído. Caio nos buracos dos caminhos de quem à minha volta vagueia, e entendo o quão diferente é o meu. Diz-me se me iludo. Diz-me se este mundo é tudo senão meu, é tudo senão deste mundo…é tudo e apenas nada.

Vou construindo muros que definem a minha estrada. Deixo de fora tudo o que magoa o coração... faço como se não existisse. Tu, estranho, entras numa realidade diferente. E que mundo é o meu? Diz-me se o meu sentir é estar distraída… e leva-te daqui. Eu não quero estragados muros, a minha realidade é a que deixo entrar… e a minha ilusão é afinal a minha distracção…

Vivo, leal, e afinal… vou perdendo vida.

3 comentários:

  1. distraída sente-se tudo sem lhe dar nomes ou lhe chamar de seu.
    distraída a vida é muito mais leal e verdadeira.

    beijos

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  2. Olá, como está?

    Depois duma ausência forçada

    aqui, estou de novo, aos pouquinhos,

    a visitar os amigos.

    As minhas saudações.

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  3. quando se constroem muros fica dificil deixar entrar o sol, mas é certo que também não entram ventos, nem tempestades.
    viver "enclausurada" é muito mais seguro, mas poder-se-á chamar a isso de viver? Também me pergunto muitas vezes...

    beijo

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